O estimado camarada Kim Jong Un disse:
"Mesmo que o tempo passe, as montanhas e os rios mudem e as gerações se alternem, a majestade do monte Paektu permanece imutável."
Desde tempos remotos, o monte Paektu foi chamado de montanha ancestral e ocupou um lugar importante no desenvolvimento da história social.
Nossos antepassados, desde cedo, chamaram o monte Paektu de monte Taebaek, monte Bulham, monte Dotae, monte Paek e outros nomes, no sentido de montanha branca elevada como o céu e sagrada, considerando-o a fonte de onde brota a vitalidade da Coreia.
A veneração pelo monte Paektu também se reflete no mito da fundação de Cojoson.
Em antigos registros históricos, o local onde o pai de Tangun desceu do mundo celestial é descrito como “monte Taebaek”, o que pode ser considerado um exemplo claro de que a veneração ao monte Paektu estava intimamente ligada ao culto ao ancestral primitivo.
Tae Jo Yong, fundador de Palhae, tomou o sagrado monte Paektu como lugar santo e proclamou a fundação do Estado de Palhae. A esse respeito, um documento histórico registra que Jo Yong, antigo general de Coguryo, do clã Tae, reuniu tropas, fundou um país ao sul do monte Taebaek e lhe deu o nome de Palhae.
Também no período de Coryo, a concepção de venerar o monte Paektu como o berço da fundação nacional e como montanha ancestral foi transmitida sem mudanças.
Segundo documentos históricos, os ancestrais de Wang Kon, fundador de Coryo, teriam descido do monte Paektu para o monte Songak, onde se estabeleceram.
Esses fatos demonstram de forma eloquente que, historicamente, o monte Paektu não esteve associado apenas a um conceito natural, mas esteve ligado ao destino de ascensão e declínio do Estado.
Ao monte Paektu, ao qual foi atribuída grande importância na fundação e existência do Estado, também coube um lugar significativo na vida e na esfera cultural das pessoas.
Nossos antepassados já haviam deixado, há muito tempo, registros documentais que esclareciam cientificamente que o monte Paektu é a raiz das cadeias montanhosas do nosso país e a montanha ancestral.
Em livros publicados no século XVII, está descrito que “todas as montanhas do nosso país têm origem no monte Paektu”, e em mapas elaborados por renomados geógrafos, a grande cadeia do Paektu aparece marcada com linhas espessas e diferenciada por ordem, enfatizando que o monte Paektu é a montanha ancestral de todas as montanhas do país.
À medida que se consolidava a concepção de que o monte Paektu é a montanha ancestral de onde se estendem todas as cadeias montanhosas do nosso país, o sentimento de veneração por ele se tornou ainda mais intenso.
Isso também pode ser bem constatado por meio de diversas obras deixadas por numerosos literatos que exploraram diretamente o monte Paektu.
O monte Paektu, com suas montanhas grandiosas e solenes e a densa floresta primitiva sem limites, chamada de “chonpyong”, desperta no coração das pessoas sentimentos sagrados devido às suas mudanças imprevisíveis de clima e atmosfera.
As obras de viagem da Idade Média sobre o monte Paektu refletem de forma concreta e vívida, em forma de diário, toda a experiência do percurso desde o ponto de partida até o cume do monte Paektu.
O “Relato de Viagem ao Monte Paektu” apresenta detalhadamente os rios, vales, solos e árvores observados ao longo de um itinerário de ida e volta de cerca de 1.300 ri, entre 14 de maio e 2 de junho de 1764, descrevendo de maneira vívida, em especial, o panorama das cadeias do monte Paektu e do Lago Chon, e afirmando que a longa história e a brilhante tradição cultural do nosso povo “receberam a virtude do monte Paektu, que possui uma aura solene”.
Outra obra de viagem expõe o processo de vários dias de exploração do monte Paektu, retrata com hábil escrita as margens do Lago Chon e o espetáculo do nascer do sol, dedica muitas páginas à descrição do cenário encantador de Samjiyon e afirma que este é um local tão magnífico quanto um paraíso.
Juntamente com os relatos de viagem, também se destacam descrições do ambiente natural do monte Paektu.
Uma obra, utilizando o recurso da personificação, apresenta as paisagens naturais extraordinárias da região do monte Paektu, enfatizando que, diante delas, não apenas os mais famosos pontos turísticos, mas até mesmo os palácios celestiais do mundo dos deuses “curvariam espontaneamente a cabeça ou ficariam atônitos”, e defende que seus abundantes recursos naturais devem ser utilizados para a realização do ideal de enriquecer o país e beneficiar o povo.
Recentemente, foram descobertos e autenticados novos e valiosos vestígios históricos que demonstram o elevado patriotismo e os costumes do nosso povo, que desde os tempos ancestrais venerou o monte Paektu como montanha ancestral.
Os vestígios descobertos desta vez no monte Paektu e em sua vasta região circundante são túmulos do período da dinastia feudal de Joson e constituem provas materiais objetivas e contundentes de que nossos antepassados enterravam ali os restos mortais de seus ancestrais.
Atendendo à vontade do Partido de descobrir ainda mais o excelente patrimônio cultural do nosso país, o coletivo de pesquisa do Departamento de História da Universidade Kim Il Sung aprofundou os trabalhos de investigação e escavação de vestígios históricos na região do monte Paektu.
Nesse processo, foram escavados cinco túmulos na margem do Lago Chon do monte Paektu e quatro nas regiões do condado de Taehongdan, na província de Ryanggang, e do condado de Musan, na província de Hamgyong Norte, com a mesma forma do túmulo anteriormente descoberto na ilha do lago nº 1 de Samjiyon, tendo sido cientificamente esclarecidas as características, a origem e a datação desses túmulos.
Com base em uma análise abrangente da distribuição dos túmulos, das características dos túmulos de pessoas do nosso país e de outros países, bem como dos métodos funerários, o coletivo de pesquisa comprovou que todos os túmulos recém-descobertos seguem um formato no qual os restos mortais, envolvidos em casca de bétula, são colocados em covas e, sobre o túmulo de terra, pedras cobrem toda a superfície ou metade inferior, tendo sua origem nos métodos funerários e no tipo de túmulo do povo de Palhae que viveu nas regiões de Ryanggang, Hamgyong Sul e Norte e no nordeste da China, sendo essencialmente diferentes dos túmulos e métodos funerários de outros povos.
Além disso, ao ser esclarecido que os ocupantes dos túmulos são, em sua maioria, pessoas do período entre meados do século XVIII e meados do século XIX, foi elucidado pela primeira vez o fato histórico de que, desde meados do século XVIII, os coreanos que viviam na região do monte Paektu, incluindo Ryanggang e Hamgyong Norte, transferiam e enterravam os restos mortais de seus ancestrais no Lago Chon.
A Sociedade de Arqueologia da República Popular Democrática da Coreia deliberou e avaliou que os ocupantes dos túmulos investigados e escavados na margem do Lago Chon do monte Paektu e nas regiões de Ryanggang e Hamgyong Norte são coreanos que deram continuidade aos costumes funerários de Palhae.
Com a nova descoberta desses túmulos, somada aos vestígios de altares do período da dinastia feudal de Joson, onde se realizavam rituais ao céu e à terra na margem do Lago Chon do monte Paektu, e aos artefatos ligados ao Taejonggyo (religião de Tangun) enterrados no período da dominação colonial japonesa em prece pelo surgimento de um salvador da pátria, ficou cientificamente comprovado o claro fato histórico de que nossos antepassados, ao longo das gerações, abriram caminho por centenas de ri de florestas primitivas para subir ao Lago Chon e ali enterrar os restos mortais e objetos de seus ancestrais, venerando o monte Paektu como montanha ancestral e considerando-o território sagrado da nossa pátria.
Em virtude da política de proteção da natureza do nosso Partido e do Estado, a região do monte Paektu foi designada, em abril de 1946, como Reserva de Proteção Vegetal do Monte Paektu e, posteriormente, como Reserva Natural do Monte Paektu e Zona Especial de Proteção dos Locais Revolucionários do Monte Paektu; em abril de 1989, foi registrada como Reserva Mundial da Biosfera e, no ano passado, como Geoparque Mundial.
Assim, o monte Paektu está firmemente enraizado no coração do nosso povo, de geração em geração, como a montanha ancestral que não pode ser trocada por nada neste mundo.
Ri Song, professor associado, doutor e diretor do Instituto de Clássicos Nacionais da Academia de Ciências Sociais
Rodong Sinmun